Tireoidite de Hashimoto

Tireoidite de hashimoto: o que é e qual o tratamento?

A tireoidite de hashimoto é uma doença autoimune, isto é, o próprio sistema imunológico ataca e destrói as células saudáveis do corpo, no caso, a tireoide. Nesse tipo de tireoidite, a doença causa uma inflamação da glândula da tireoide, gerando, assim, uma condição de hipertireoidismo que depois evolui para hipotireoidismo.

Fatores de risco

A doença de hashimoto pode aparecer em qualquer pessoa, mas algumas estão mais predispostas a desenvolvê-la. Veja a seguir em quais casos há essa predisposição.

  • Doença autoimune: pessoas que já possuem doença autoimune estão predispostas a desenvolver esse tipo de tireoidite;
  • Genética: existência de histórico familiar de casos de hipotireoidismo, hipertireoidismo e de outras doenças autoimunes, como lúpus;
  • Idade: apesar de não haver uma idade que determine o surgimento de tal condição, é comum que essa tireoidite apareça à medida que a pessoa vai envelhecendo.
  • Mulheres: pessoas do sexo feminino têm mais predisposição para essa patologia.
  • Radiação: pessoas que já passaram por exposição à radiação, seja ela para tratamento de doenças anteriores seja ela por motivos trabalhistas ou por algum desastre ambiental, também estão mais propensas a desenvolver a doença de hashimoto.

Sintomas de tireoidite de hashimoto

Os sintomas dessa doença aparecem quando o hipotireoidismo se instala. Os principais sinais são:

  • baixa frequência cardíaca;
  • cabelos e unhas fracas e quebradiças;
  • cansaço excessivo;
  • depressão;
  • diminuição do apetite;
  • dores musculares e nas articulações;
  • ganho de peso;
  • inchaço na parte frontal do pescoço, onde se localiza a tireoide;
  • intolerância ao frio;
  • pele seca, fria e pálida;
  • prisão de ventre.

É importante lembrar que, à medida que a doença avança, os sintomas tornam-se mais potentes. Outro ponto que deve ser destacado é que, como o hipotireoidismo é seguido do hipertireoidismo nesse tipo de tireoidite, pode ser que o paciente perceba também os sintomas da produção excessiva que parte das glândulas.

Diagnóstico

Para a realização do diagnóstico, o médico leva em consideração o relato do paciente sobre os sintomas, além de solicitar exames de sangue, com o objetivo de avaliar se a glândula está produzindo a quantidade ideal de hormônios. No exame de sangue, o médico endocrinologista analisa a quantidade dos hormônios T3, T4 e TSH e também a dosagem de anti-TPO e antitireoglobulina.

O médico pode solicitar, também, a ultrassonografia. Com esse exame de imagem, é possível verificar se a glândula está inflamada, avaliando se o tamanho e o formato da tireoide encontra-se dentro dos padrões ou se há alguma alteração.  

Tratamento

O tratamento para a doença de hashimoto consiste na suplementação hormonal. O remédio terá o objetivo de suprir a produção de hormônio que o organismo está deixando de fabricar, equilibrando, assim, os níveis hormonais. Geralmente, o tratamento é contínuo, já que, por essa se tratar de uma doença autoimune, não existe cura.

O acompanhamento médico é fundamental, pois é por meio dele que os níveis de hormônio serão controlados. Durante todo esse processo, o endocrinologista irá solicitar novos exames, para saber se o medicamento está cumprindo as devidas funções ou se é necessário algum ajuste de dosagem.

Quando essa tireoidite não é tratada adequadamente, pode haver complicações, como problemas cardíacos, depressão e, em casos mais graves, mixedema.  

A tireoidite de hashimoto é uma doença comum e que, quando tratada corretamente, não acarreta consequências graves ao paciente. Mas, para isso, é preciso que a pessoa seja disciplinada quanto ao uso do medicamento, siga as recomendações médicas e faça o acompanhamento periódico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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