Diabetes gestacional

Diabetes gestacional: causas, sintomas e tratamentos

No mundo, a diabetes gestacional atinge cerca de 25% das mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. O distúrbio, responsável por aumentar a quantidade de glicose no sangue, causa prejuízos no feto e na mãe quando não diagnosticado em tempo hábil. No Brasil, a incidência da doença aumentou 60%, entre 2006 e 2016, conforme dados do Ministério da Saúde. Além disso, as perspectivas sobre o tema não são animadoras, uma vez que a estimativa aponta para cerca de 123 milhões de diabéticos até 2030. Nesse sentido, o pré-natal é a medida fundamental que temos para prevenir, detectar e tratar doenças precocemente. Por meio desse acompanhamento, é possível resguardar a saúde da gestante e do bebê. Logo, ele desempenha papéis imprescindíveis para além de simplesmente preparar mulher para a maternidade. Então, por se tratar de uma patologia complexa e perigosa, sobretudo na gestação, trazemos, neste artigo, mais informações sobre as causas, os sintomas e os tratamentos. Continue a leitura!

Qualquer mulher pode desenvolver?

Sim, por isso as gestantes devem realizar o pré-natal a fim de detectar o índice de glicemia no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, esse tipo de check-up pode ser feito a partir do sexto mês ou 24ª semana de gravidez. Geralmente, a constatação ocorre quando os valores equivalem ou superam, respectivamente, 92 mg/dL (em jejum) ou 180 mg/dL e 153 mg/dL no intervalo entre uma e duas horas após o consumo de açúcar.

Quais são os fatores de risco?

Primeiramente, as mulheres de idade avançada têm aumentada a probabilidade de desenvolver a doença. Além disso, o sobrepeso, a obesidade e o ganho de peso excessivo durante a gestação também corroboram com o surgimento da diabetes gestacional. Outros pontos relevantes estão relacionados ao peso do bebê. Por exemplo, crianças com mais de 4 kg elevam a chance de a gestante desenvolver a patologia. Mas a lista não acaba aqui, porque também devemos observar o histórico familiar, além de, é claro, quadros de hipertensão e Síndrome do Ovário Policístico, por exemplo.

Quais são as principais causas da patologia?

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas transformações hormonais. Em uma dessas, o corpo dela começa a produzir uma quantidade significativa de insulina, principalmente nos três últimos meses antes do parto. A insulina é um componente importante porque ajuda a transportar a glicose contida nos alimentos até às células. No entanto, na gestação, a placenta tende a liberar hormônios que atrapalham esse processo. Nessa fase, o pâncreas trabalha em dobro para manter a normalidade no organismo. No entanto, todo esse esforço acaba não sendo suficiente, e começa a sobrar açúcar na corrente sanguínea. Em outras palavras, a diabetes gestacional começa a surgir.

Quais são os sintomas da doença?

Normalmente, a visão fica turva e a sede aumenta. Da mesma forma, crescem a vontade de fazer xixi e comer.

Quais são os tratamentos indicados?

Geralmente, o tratamento inclui monitoramento do açúcar no sangue da gestante, combinado com ingestão de alimentos saudáveis, prática de exercícios e, a depender do caso, até medicamentos. O diabetes gestacional pode trazer problemas para a gestante e também tende a impactar o desenvolvimento do bebê. Por isso os exames realizados no pré-natal são de suma importância, inclusive na detecção de possíveis doenças. Afinal de contas, sem ele, dificilmente, o diagnóstico ocorre em tempo hábil. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!  

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